Frida Kahlo: Meet the Feminist Icon Woman

Frida Kahlo em estampas de bolsas, T-shirts e vestidos, em quadros, fantasias, editoriais de moda… Frida por todo o canto! Que lindo ver essa mulher maravilhosa, ícone do feminismo, ganhando cada vez mais visibilidade, mesmo após 62 anos de sua morte.

Na última década, os objetos artísticos e pessoais da mexicana têm circulado o mundo em diversas exposições. E a imagem de Frida também se transformou em um ícone pop: seu rosto estampa camisetas, canecas, ímãs de geladeira, bolsas e diversos produtos.

Mas, sabe, de fato, quem foi ela? Sua biografia, obras ou ideais? Vos apresento, Frida Kahlo!Além das pinturas e esculturas, fotografias, vídeos, documentos, desenhos, cartas e até o diário íntimo da artista viraram alvo do interesse público.

"O conceito de usar a si mesma como tema de sua obra elevaram Frida a um lugar excepcional", aponta o escritor mexicano Francisco Haghenbeck, autor do livro O segredo de Frida Kahlo.

As principais obras da pintora são seus autorretratos - especialmente uma série de quadros em que ela aparece de corpo inteiro, muitas vezes sangrando, sofrendo e em hospitais.

Frida Kahlo, símbolo feminista: Por que?

Frida não pintava sobre o feminismo em si.  Durante muito tempo desempenhou o tradicional papel da mulher submissa, casada e do lar, vivendo à sombra do marido, sem dedicar-se à carreira como pintora talentosa que era. Aguentou as traições de Rivera, divorciando-se mas voltando a casar-se com ele.

Por que Frida se tornou um símbolo feminista e de liberdade, então? Por diversos motivos:

1 – Frida quebrou tabus

Exótica e excêntrica, Frida Kalho quebrou tabus contrariando a expectativa da família, da sua mãe mais especificamente, casando com Diego, um homem de ideal político, religião e estética diferentes do esperado por essa.

Aliás, desde nova Frida gostava de quebrar tabus. Essa é uma fotografia dela com a família em que já se pode perceber sua genialidade forte e marcante. Ela apareceu vestindo um traje masculino para fotografar e manteve uma postura completamente diferente das que as mulheres assumiam na época.

Frida também era bissexual. Depois das traições de Rivera, principalmente, ela passou a ter relações extraconjugais com mulheres. Diego tinha conhecimento e aceitava.

2 – Não se importava com padrões estéticos

Frida Kahlo é extremamente conhecida por sua “monocelha” e por seus pelos salientes no busso. Além disso, ela não tinha o corpo saudável e idealizado pela sociedade na época. Ela não se encaixava nos padrões estéticos, sabia disso e não fazia questão alguma de se encaixar!

Recordo vagamente, sem informações sobre a fonte, do relato de uma mãe: sua filha nasceu com bastante pelos e sofria na escola com as brincadeiras dos coleguinhas por causa de suas sobrancelhas e busso. Ela pedia à mãe, desde muito novinha, para se depilar. A mãe, ao invés de simplesmente incutir na filha a obrigação e o peso do padrão estético que nos é imposto desde muito novas, apresentou a ela Frida Kahlo, suas sobrancelhas e seu trabalho incrível.

Resultado: a menina passou a se inspirar na artista e a se autoafirmar e se valorizar com a identificação que teve com a pintora. Representatividade importa! E Frida foi inspiradora e crucial na vida dessa criança. Não é lindo esse empoderamento?

3 – A vestimenta Tehuana de frida

Frida tinha uma vestimenta tehuana, típica de mulheres mexicanas que carregavam a reputação por sua independência econômica e pessoal. Mesmo nas suas viagens para outros países, onde sua vestimenta era exótica, ela manteve sua expressão identitária através das roupas.

4 – destacou-se no meio artístico como reconhecida pintora

Ainda enfrentamos extrema dificuldade em nos destacarmos no mercado profissional, devido à desigualdade com que os gêneros são tratados. Homens recebem mais do uma mulher no mesmo cargo e com a mesma qualificação. Agora, imagine na época de Frida!

Ainda assim, a artista conquistou o seu espaço e destacou-se em seu meio, em que o trabalho de homens era mais valorizado e, naturalmente, prevalecia. Muito da visibilidade das obras de Frida foi reflexo do esforço/apoio das feministas da segunda onda feminista (entre os anos de 60 e 70) em divulgar seu trabalho.

O interessante é que, mesmo sendo reconhecida e renomada pintora, Frida não alcançou uma representatividade tão grande comparando aos homens. E esse nada mais é do que um reflexo do machismo também no mundo das artes.

Viva, Frida, em todas nós!

VIVA, FRIDA! Viva em mim, na menina que não atende ao padrão estético e na mulher que não pode ser mãe ou simplesmente não o quer. Viva na mulher que precisa enfrentar um mercado de trabalho que valoriza mais o homem e na mulher que ama e se relaciona também com outras mulheres.

Viva naquelas que não têm o corpo saudável, que possuem limitações físicas mas mesmo assim se superam dia a dia. Viva na mulher, que além de sofrer por isso, sofre por ser negra. Viva, Frida, em todas nós com tua força, audácia e paixão!

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